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sexta-feira, 23 de Julho de 2010

Post #38, Analisando a Mesa nos Double or Nothing

Analisando a Mesa nos Double or Nothing, é um artigo de qualidade, criado pelo blog pokerecia.com e poderá ser encontrado diretamente neste link. Contudo, decidi adaptar o texto de forma a corrigir erros de escrita e a acrescentar determinados pontos que considero importantes. Assim sendo, vamos lá ao artigo:


Analisando a Mesa nos Double or Nothing

Vou postar aqui uma análise que costumo fazer quando estou no início de um DON. Primeiro deveremos definir a nossa postura (modo de jogar na mesa). Aconselho a jogarem bastante tight-agressive nos níveis iniciais, não comprometendo a nossa stack a não ser que realmente tenhamos uma mão monstro!

Ao contrário de outras modalidades, nos Double-or-Nothing temos "aliados", ou seja, outros jogadores podem favorecer o nosso jogo! Mas como isto acontece? Bem, se percebermos que a mesa está bastante loose, e que muitos jogadores estão-se comprometendo, novamente só deveremos jogar se possuirmos uma mão monstro (uma mão muito forte). Não se envolvam nestes jogos, deixem os jogadores fazerem o serviço para nós, pois afinal, se estivermos entre os 5 primeiros (em uma mesa de 10 jogadores) ficaremos In The Money.

Para decidir que postura devo utilizar, uso uma tabela de análise de mesas. Após 5 rodadas (mesmo que não participe em nenhuma mão), já é possível ter uma ideia do estilo da mesa.


ANÁLISE DE MESAS:

EASY (E): É uma mesa que favorece bastante o nosso jogo. Muitos jogadores envolvem-se nas primeiras mãos, e já há vários raise e re-raise, sendo que a maioria das vezes chegam a 3, 4, 5 ou mais vezes o valor da big blind. Em alguns casos chegam mesmo ao all-in.

MEDIUM (M): É uma mesa em que um número mais contido de jogadores se envolvem nas mãos, porém, se existir um raise, logo se vê um fold. Ou então os jogadores entram de limp (dando check). Esta mesa favorece o nosso jogo porque este número de entradas é constante, e os jogadores vão perdendo gradualmente a sua stack, na qual irão tentar recuperar com all-in, ou com apostas altas, em desespero.

HARD (H): Esta mesa é a mais complicada de jogar. Aqui apercebemo-nos que poucos jogadores entram na disputa do pote (de 2 a 4 jogadores). Há poucos raise pré-flop.


Esta pequena e rápida análise na mesa irá ajudar-nos a perceber como nos devemos comportar nas rodadas seguintes. Agora vamos ver como nos devemos comportar em cada situação.Vale lembrar que esta análise foi ‘inventada’ (entenda-se como criada) por mim, ao longo de todo o tempo que venho jogando DON.


Mesa Easy (E): Se estivermos a jogar um DoN de 10-max, para que fiquemos In The Money, basta-nos que 5 jogadores sejam eliminados. Então, se 2 ou 3 jogadores forem eliminados logo na fase inicial dos blinds, isso irá nos ajudar e muito. A mesa passará a ser composta por 6 a 7 jogadores e temos então que nos preparar para a batalha, pois o que irá acontecer após os jogadores de níveis inferiores terem sido eliminados, será, normalmente, passarmos a jogar com os regulares (jogadores mais experientes). Se nesta fase do DoN estivermos com uma stack fraca, a chance de sermos eliminados é muito grande, pois os blinds irão nos ‘esmagar’ com o decorrer das rodadas. Então, o melhor a fazer é esperar o momento certo para entrarmos com uma boa mão, ou até mesmo jogar em posição com any2 (quaisquer 2 cartas). Esta será a fase do Push/Fold.

Mesa Medium (M): Este tipo de mesa ainda favorece o nosso jogo. Os jogadores no pré-flop vão dar mais limp do que raise, pois a maior parte deles vai querer ver um flop barato com cartas fracas, e assim vão perdendo aos poucos as suas fichas. Aconselho nesta mesa a entrarmos em jogo com pares médios também para o set value. No pós-flop se percebermos que a nossa mão está vencida, então o fold é a única solução. O ideal será entrarmos com cartas fortes e tentar ganhar o máximo possível da mesa mesmo em fases iniciais. Por mais que outros jogadores se envolvam, eles ainda tem grande chance de recuperar a sua stack (quem é que já não viu jogadores com uma stack fraca dispararem chegando a chip leader?). Ou seja, neste tipo de mesa ocorre o famoso "vou pagar pra ver". Entram com (A8, KT, JT e qualquer par) e tentam formar algo no pós-flop, como um Top-pair, Two-pair, etc, mas na maioria das vezes irão foldar se não acertarem nada. Concluindo, nesta mesa a eliminação dos jogadores acontecerá de forma mais moderada, e nos iremos precisar de manter uma stack média em relação ao total de jogadores. Tentar ficar numa posição +- confortável, como por exemplo 4/7, (quarto lugar de sete jogadores).

Mesa Hard (H): Sem dúvida este é o nível de mesa mais difícil de jogar para quem quer lucrar. O único ponto positivo é a experiência que iremos adquirir. Poucos jogadores entram na mão, no máximo 3 jogadores disputam o pot, e ao irem no showdown, iremos perceber que as mãos foram bem selecionadas (normalmente com AA, KK, QQ, JJ, AK, AQ, AJ). Neste tipo de mesa devemos preservar ao máximo a nossa stack, e não nos envolvermos com pares baixos. Devemos prestar muita atenção na(s) mão que o(s) adversário(s) entram na mesa. A hora em que o jogo irá realmente "pegar fogo" será nos níveis finais dos blinds, onde a fase do push-fold entra em acção. Portanto, nesta fase, temos que estar prevenidos em relação às nossas pocket cards, pois se dermos um open-raise iremos muitas vezes enfrentar um re-raise all-in.  Então o ideal será estarmos munidos de cartas fortes, e que, possivelmente, sejam melhores que as dos adversários. Nesta fase, um par médio pode-se ser considerado uma carta premium.

E o artigo termina aqui.


Possivelmente muitos de vocês irão concordar com alguns aspectos deste artigo e discordar em outros. O ideal será deixarem um comentário sobre a vossa visão e interpretação em relação a este artigo, para que possamos criar um discussão produtiva.

Post #37, Domínio próprio: www.donplanet.com

O DonPlanet tem a partir de hoje um domínio próprio, o http://www.donplanet.com/. Este era já um dos objectivos para o blog/site caso as coisas corressem bem. De facto as coisas tem corrido muito bem e o DonPlanet encontra-se actualmente com uma média diária de visitantes únicos de quase 200, com um total de PageViews diários nos 300 e com uma média mensal bem razoável!

Estes números dão alento para a continuidade e desenvolvimento deste projecto! Convém não esquecer que este projecto foi lançado há cerca de dois meses e que, por isso, a sua evolução até ao momento possa ser considerada sgnificativa e bastante positiva.

Novos projectos, novas ideias e novo conteúdo a sair para breve...

quinta-feira, 22 de Julho de 2010

Post #36, Esquema de Open-Raise/Shove nos DoN

O esquema de open-raise e open-shove aqui descritos estão adaptados aos torneios Double or Nothing no formato normal. Nos torneios turbo já terá que haver uns ajustamentos devido à estrutura mais agressiva das blinds, como é lógico.

O esquema que estou a seguir para open-raise é o seguinte:


Blinds 10/20 a 25/50 (fase inicial):

- Raise variando entre 3bb a 4bb.
- Mãos: QQ+, AK em qualquer posição.


Blinds 50/100 a 75/150 (meio-jogo):

- Open raise passará a ser entre 2,5bb a 3bb. Nunca faço mini-raise (2bb) a não ser em SB com QQ+. O range para open-raise situa-se, dependendo da posição, stacks e reads, em TT+, AJs+, AQo+.


Blinds 100/200 e adiante (fase final e decisiva):

- Raises de 2bb a 2,5bb. Range mais alargado e, como sempre, condicionado pelas várias variantes (posição, stacks, reads, etc). Normalmente, algo como 66+, A7s+, A8o+, KJ+, JQ+, etc...


Resumindo, há medida que as blinds vão aumentando e a nossa stack efectiva vai ficando menor em relação às mesmas, o meu raise-size vai descendo e o meu open-range vai aumentando. Claro que tudo isto estará sempre condicionado pelo vários fatores momentâneos que uma partida de poker nos dá.

Relativamente ao open-shove, aplico-o quando estou com cerca de 7BB's ou menos. Acho que num SnG tradicional o alarme "push or fold" toca mais cedo, aí nas 10 a 12bb's. Em um DoN, na minha opinião, a fase push/fold começa entre as 5 a 8 bb's.


E vocês que esquema utilizam? Concordam/discordam com a minha estratégia?
Deixem a vossa opinião nos comentários.

quarta-feira, 21 de Julho de 2010

Post #35, Mantendo o Pote Pequeno, por Jennifer Harman

Mantendo o Pote Pequeno, ou no seu título original "Keeping the pot small", é um artigo de excelente qualidade criado pela profissional de poker da Full Tilt, Jennifer Harman. O artigo foi publicado em Janeiro de 2010 na Bluff Magazine e podem ter acesso ao artigo original, escrito em inglês, aqui.

Nos torneios Double or Nothing é fundamental saber controlar o tamanho dos potes, até porque este tipo de torneios possuem um conceito diferente dos outros, ou seja, ficar em 1º ou em 5º lugar numa mesa 10-handed é exactamente a mesma coisa. Saber controlar os potes é então um bom caminho para o sucesso nos DoN, onde o nosso principal objectivo é sobreviver!

Aqui vos deixo disponível a tradução na língua portuguesa adaptada por mim:


Mantendo o Pote Pequeno

O poker é um jogo baseado em decisões. Algumas são bem fáceis, outras vão tirar-lhe o sono à noite caso tenha escolhido a opção errada. Por experiência própria, já percebi que quanto maior o pote, mais difícil será a sua decisão.

Por outro lado, quanto menor o tamanho do pote, mais fácil fica a decisão. É por isso que, principalmente em um torneio, sempre devemos tentar manter o pote pequeno quando tivermos uma mão apenas mediana. Não vamos querer tomar uma decisão que envolva todas as nossas fichas numa situação em que apenas temos algo como o maior par com um kicker médio. Devemos evitar situações assim sempre que possível. Mesmo que você imagine que está em vantagem nesta mão, é melhor manter o pote pequeno apenas pedindo mesa e pagando.

Vou dar um exemplo de uma mão que disputei em um evento da Série Mundial (WSOP) no ano passado. Era uma mão no inicio do torneio e eu estava na posição de CO (o lugar antes do botão) com Rei e Valete. Todos desistiram antes de mim, eu apostei e o adversário no botão pagou. Os blinds desistiram e nós vimos o flop no mano a mano.

O flop foi Valete, 9 e 3, com duas cartas de ouros. Sim, eu tinha o maior par com um belo kicker, mas com uma board que permitia projectos de sequência e de flush, eu não queria fazer nenhuma loucura. Então eu pedi mesa (check), e o meu adversário apostou cerca de dois terços do pote.

Ao pedir mesa, eu poderia deixar meu adversário tentado a blufar, principalmente se ele imaginasse uma mão como Ás e Rei ou Ás e Dama para mim. Eu sabia que ele provavelmente estava blufando ou tinha apenas um projecto, por isso paguei.

O turn foi um inofensivo 5 que não era de ouros, uma carta que dificilmente teria ajudado o meu adversário. Mais uma vez, eu decidi controlar o tamanho do pote apenas dando check. Se eu apostasse e o meu adversário tivesse um projecto espectacular, possivelmente ele responderia com um aumento bem contundente tentando-me forçar a desistir. Eu gostava da minha mão, mas não o suficiente para usar todas as minhas fichas.

Depois de ter dado check, o meu adversário apostou de novo, e eu voltei a pagar. O river foi um 2 que não era de ouros, assim ele não poderia ter completado nem o projecto de sequência, nem o de flush. Mesmo confiante de que eu tinha a melhor mão, voltei novamente a dar check no river.

Porquê? Bem, embora fosse pouco provável, ele poderia ter dois pares ou um trio/trinca. E é melhor dar check e pagar em situações assim do que encarar uma decisão que envolveria muitas fichas caso ele aumentasse. Além disso, se ele não tivesse nada, poderia tentar blufar no river.

No final, ele também deu check e eu ganhei o pote com o meu par de Valetes. Não foi um grande pote, mas acabei por não correr riscos de perder muitas fichas. Todas as minhas decisões durante a mão ficaram mais fáceis porque mantive o pote pequeno.

terça-feira, 20 de Julho de 2010

Post #34, Estatísticas de um Poker Tracker: Conclusão + Vídeo

Conforme mencionei no post anterior, vou agora concluir o tema sobre as stats de um tracker. Como vimos, elas poderão ser muito úteis para o nosso desenvolvimento enquanto jogadores de poker online. Para um player que aborde o poker de uma forma mais séria e que tenha ambições para o futuro, é sem dúvida muito importante incluir um Tracker+Hud no seu desenvolvimento enquanto jogador. Este não só nos irá permitir analisar e estudar as nossas próprias sessões, assim como quando estamos a jogar em tempo real, ele irá estar a olhar por nós para todos os jogadores sentados nas nossas mesas.

Para tirar o máximo partido de um software deste género, é então primordial que conheçamos bem alguns conceitos, pois de outra forma não iremos tirar o devido partido deste recurso.

Citando o membro Jardim do Fórum PokerDicas, "Agora que você já conhece as estatísticas, tente ENTENDER AS MESMAS e não decorar". Por exemplo, porque uma grande diferença entre os números de VPIP e PFR não é bom? Simples, isso mostra que o vilão está dando muito limp e cold call, ou seja, ele deixa de ser o agressor e joga de forma passiva. Obviamente sabemos que isso é um sinal de fraqueza.

As estatísticas dão-nos uma base, uma noção de como definir uma estratégia para actuar com determinado vilão. Por exemplo, se estivermos a jogar contra um jogador 58/10, devemos usar muito valuebet, pois as stats dele indicam claramente que ele é fraco e que é, o que se chama na gíria, um calling station. Desta forma poderemos tirar partido disso, mas atenção, bluffar contra este jogador, nunca!

Termino este post deixando-vos um vídeo realizado por um jogador de poker brasileiro, o Rafael Augusto, que é também professor na escola PokerStrategy. Está muito bem narrado e é indispensável para todos aqueles que almejam uma melhor compreensão deste tema. O vídeo incide sobre as stats do Hold'em Manager. Acreditem, o vídeo é 5 estrelas e vale bem a pena assisti-lo! Façam download no link abaixo:


[VÍDEO] - STATS DO HOLD'EM MANAGER, por Rafael Augusto


Se tiverem alguma dúvida sobre o vídeo ou sobre as stats, basta deixarem uma mensagem nos comentários que serei célere a responder. Espero que desfrutem!

domingo, 18 de Julho de 2010

Post #33, Estatísticas dos Trackers, Continuação

Continuando o post anterior sobre estatísticas, em que falei sobre o VPIP e o PFR, vou agora apresentar-vos as restantes que são consideradas, a par com as duas primeiras, as mais importantes e também as mais utilizadas pelos poker players.


AF - É o indicador da agressividade do vilão no pós flop. É a razão de vezes que um vilão é agressivo versus as vezes em que ele é passivo. O cálculo básico é (raise% + bet%)/(call%) no pós flop. Lembrando que é importante que se olhe para isso no contexto de VPIP e outras estatísticas, para compreender o que ela significa. Uma das limitações do AF é que não se inclui a percentagem de Fold, ou seja, dois jogadores com a mesma AF poderiam ter ranges muito diferentes para dar raise.


*Quando falamos, "vilão era 54/44/4", este último número é o AF.

Eu, particularmente, uso muito o AF em conjunto com WtSD, W$SD e W$FSM (que vou explicar logo abaixo), por que isso me dá uma idéia melhor de que tipo de jogador eu estou enfrentando.


W$WSF ( %) - Esta estatística mostra a percentagem de vezes que o jogador ganha o pote quando ele vê um flop (com ou sem showdown). Ela ajuda a mostrar o quanto agressivamente ele joga o pós flop.


WtSD (%) – Esta estatística mostra a percentagem de vezes que o vilão vai para o showdown quando ele vê o flop. Quanto maior este número, mais provável de o vilão ser um pagador, na gíria do poker, um "calling station”, ou seja, é aconselhável que façamos muitas valuebets (apostas por valor) e evitar o bluf contra ele. Isto porque ele vai nos pagar quase sempre, quanto maior esse número, menor a nossa fold equity. E vice versa, ou seja, quanto menor o número, mais poderemos blufar, maior a nossa fold equity e menos valuebets deveremos fazer.


W$SD (%) – Esta estatística mostra a percentagem de vezes que o vilão ganha no Showdown. Este número dá-nos uma estatística aproximada da habilidade pósflop do vilão. Quanto maior o número, mais provável é que ele só leve monstros para o showdown.


BB/100 (Big Blinds/100hands) - Esta estatística mostra se o vilão está ganhando ou perdendo nas sessões que jogou contra nós. É a popularmente conhecida winrate, a média de Big Blinds ganhas (ou perdidas) a cada 100 mãos. Não serve para a nossa modalidadem os DoN's, mas sim para os cash games.


Hands – Este número, obviamente, mostra quantas mãos você jogou com o vilão em questão. É a estatística que eu mais levo em consideração, porque ela mostra quanto valor eu posso dar as outras estatístiscas. Pelo que eu aprendi nos meus estudos e tempo de uso de tracker, o VPIP e o PFR se tornam significativos depois de mais ou menos 50 mãos e o AF pode ser levado em conta a partir de algo entre 200-500 hands, dependendo de como o jogador está loose. Para o W$SD e W$FSM, eu diria que eles pedem milhares de mãos para serem precisos, por isso, eu diria que devem ser usados com cuidado.


FlopAF/TurnAF/RiverAF – Este número mostra a agressividade do vilão em cada street (flop, turn, river). Este ajuda-nos a definir contra que tipo de jogador estamos jogando. Por exemplo, um vilão com alto FlopAF está aplicando muitas Cbets.

Um vilão com baixo AFflop e alto AFturn, é bem provável que ele seja um floater (float é a jogada, normalmente feita no flop, em que o jogador dá apenas call, com a intenção de blufar na próxima street). Jogadores floaters, geralmente, têm um número elevado de Call PFR e um elevado número de Call Cbet%.

Por último, mas não menos importante, o vilão com AFFlop e Turn baixo e AFalto no River, provavelmente é um fish; fish players gostam de ver todos as streets e pagam apostas por valor como ninguém!


AttSB (%) – Esta estatística, na minha opinião, é muito útil. Ela mostra se o vilão sabe algo sobre posições ou não. Claro que ela precisa ser analisada junto com o PFR. Por exemplo, se o AttSB é maior que o PFR, então, o vilão sabe da importância da posição e podemos passar a respeitar os raises PF de UTG dele e, obviamente, menos respeito para raises PF do CO e BTN. Um vilão com alto número de AttSB, está dando open raise do CO e do BTN com range bem grande de mãos, ou seja, é um bom candidato para 3betar em cima.


Cbet (%) - Como o nome já diz, esta estatística mostra a percentagem de vezes que o vilão volta a apostar quando fez raise no pré-flop. Obviamente, se determinado vilão tem um número alto de Cbets, é bem provável que ele esteja blufando muitas vezes. Lembre-se que, em hu, por exemplo, em 66% das vezes, o vilão não acertou o flop.


Fold SB/BB to steal (%) - Esta estatística mostra a percentagem de vezes que o vilão dá Fold para um raise quando está nos blinds. Essa estatística, na minha opinião, é de muito utilidade, porque ela diz-nos se um possível roubo de blinds é viável. Um vilão com um baixo Fold SB/BB to Steal estará defendendo regularmente os blinds dele. Consequentemente, se o vilão tem uma grande percentagem de Fold SB/BB to Steal, então podemos roubar com frequência.


Fold/Call/Raise cbet – Estas três estatísticas mostram-nos como o vilão reage à uma Cbet. Na minha opinião, a que devemos considerar como mais importante quando aplicar uma cbet to bluff é a "Fold to Cbet", que mostra a quantidade de vezes que o vilão folda para uma Cbet, obv.


Cold Call - Esta estatística mostra quantas vezes o vilão dá Call num Raise sem ter colocado nenhum $ no pote ainda. É viável dizer que qualquer coisa acima de 5 mostra que, provavelmente, o vilão está dando Call PF com trash hands. Diria ainda que é possível lhe dar um range mais aberto pf e, obviamente, devemos estar menos dispostos a roubar se ele está à nossa esquerda.



Mais uma vez, estes textos foram baseados num artigo muito bom que se encontra disponível no Fórum PokerDicas, da autoria do moderador Jardim, com algumas adaptações feitas por mim.
No próximo post irei fazer uma abordagem final às stats de um tracker e também deixar-vos um vídeo muito completo sobre este tema. Utilizem os "comentários" para deixarem a vossa opinião/dúvidas/críticas e sugestões.

sábado, 17 de Julho de 2010

Post #32, Interpretação de Estatísticas, o VPIP e o PFR

Neste post vou começar a abordar as estatísticas que um HUD nos disponibiliza, quer seja através da utilização do software Hold'em Manager, do PokerTracker ou de outro Tracker qualquer.

Como mencionei nos posts anteriores, um Tracker (HEM, ie) é um software de análise, que nos mostra algumas estatísticas referentes a um banco de dados de mãos que temos no nosso computador.

Para dar continuidade a este post, e para que possam usufruir de informação de qualidade, vou-me basear num texto muito bom que se encontra disponível no Fórum PokerDicas, da autoria do moderador Jardim, com algumas adaptações feitas por mim:


Assim sendo, usar um tracker não é ilegal, de forma alguma. Com um tracker, apenas vamos ter dados que, se os soubermos explorar, serão de muita utilidade na hora de tomar decisões difíceis, como pagar um shove no river. O Hud é um programa que coloca as estatísticas do tracker em tempo real numa mesa de poker online, em cima de cada oponente, para que possamos ver essas informações enquanto jogamos, conforme já tinha explicado no post anterior.

O intuito desse artigo é então mostrar as principais estatísticas que um tracker nos disponibiliza e saber como interpretá-las. Mas cuidado, não devemos decorar estatísticas, mas sim entender o que elas significam. Devemos entender o conceito que faz de um jogador um donkey, outro um tight, loose e etc.

Antes de passarmos às estatísticas propriamente ditas, convém alertar-vos que para interpretá-las é necessário possuirmos uma amostra de mãos razoável do nosso oponente. Não adianta termos 50 mãos de um vilão e achar que as estatísticas não mentem. Não é verdade! Além de ser uma amostragem MUITO pequena, as estatísticas servem somente para se ter uma base, uma noção. Não se agarrem em demasia a elas.


As principais estatísticas são:

VPIP (%) - Esta estatística mostra a quantidade de dinheiro que o vilão está colocando voluntariamente (os blinds não entram na amostra) no pote. Na prática, ela diz se o vilão joga muitas (loose) ou poucas mãos (tight). Quanto maior a diferença entre VPIP e PFR de um adversário, mais fraco ele é.

Esta estatística vai muito de interpretação pessoal, mas o que a maioria dos poker players têm de base (eu incluído) é mais ou menos o seguinte:

15% ou menor - Muito tight. Na verdade nem é bem tight, é NIT, ou seja, é uma rocha. Pode ter certeza que ele só vai entrar no pot com Premium Hands em Early Position e é bem possível que o seu range para Late Position seja algo como ATs+, 88+.

Entre 15% e 22% - Jogador tight. Repare se eles jogam Pocketpair em Early Position, e repare também se quando o fazem, vão de limp ou raise. Coloque isso nos seus notes.

Entre 22% e 30% - É um semi-loose. Geralmente abre raise com QUALQUER pocket pair, independente de posição. Joga mãos como AXo e suited connectors altos em Early Position.

Entre 30% e 40% - É um loose, joga muitas mãos de qualquer posição, do género do Gus Hansen... :-)

Entre 40% e 60% - É maníaco, joga várias trash hands, de qualquer posição, 72o é raise-raise-raise. É o tipo de jogador que você gosta de ter na sua mesa.

Maior que 60% - É free money. O popular "retard" na gíria do poker. Sonho de vilão, dinheiro de graça! eheh


PFR (%) - É a percentagem de mãos que o vilão dá raise pré flop. É sempre menor ou igual que o VPIP e, obviamente, é para ser analisada junto com o mesmo. Um vilão 60/18 (em 6max) não é agressivo, ao mesmo tempo um 20/18 é um jogador extremamente agressivo.

Quando por vezes vêem/lêem em fóruns ou blogs alguém descrever um jogador como sendo um 20/18, 34/7, 56/25, etc, significa precisamente as estatísticas acima descritas, em que o primeiro número é referente ao VPIP e o segundo ao PFR.

Estas duas estatísticas são essenciais, são as mais básicas e também as mais importantes! Estas em conjunto com outras (que falarei no post seguinte) são bastante importantes para que consigamos melhorar o nosso desempenho nos DoN, sobretudo para quem é multi-tabler! No próximo post continuarei a desenvolver este assunto e falarei de mais stats.

sexta-feira, 16 de Julho de 2010

Post #31, Continuando a falar do Hold'em Manager

No primeiro post em que abordei o tema do Hold'em Manager, fiz uma breve explicação do que este software é e quais as potencialidades que um jogador de poker pode usufruir com o seu uso. Coloquei-vos também uns links para que possam instalar o programa de forma muito simples!

Neste post pretendo aprofundar um pouco mais este tema e também fazer uma espécie de lançamento do post seguinte, que abordará as estatísticas do poker, tais como VPIP, PFR, Steal, CBet%, Agg, etc.

Para aqueles que já foram capazes de instalar o software Hold'em Manager, o próximo passo será assistir a um excelente vídeo criado pelo jogador de poker brasileiro "JavaMatador". É um vídeo de conteúdo claro e objectivo, com uma narração muito boa, que nos ensina a fazer as configurações básicas do HEM e é muito útil para todos aqueles que ainda não estão habituados com o programa, pois ele aborda as dúvidas comuns da maioria dos novos utilizadores. Para assistirem ao vídeo basta clicarem no link em baixo e fazerem o download:

[Vídeo] Tutorial Holdem Manager - Configurações Básicas, por JavaMatador


Depois de terem assistido ao vídeo, serão já certamente capazes de dominar o programa, ainda que de forma básica.

Um dos grandes trunfos do Hold'em Manager é o HUD (sigla para Head Up Display). Com o HUD podemos assistir às estatísticas em tempo real dos jogadores que estão sentados na nossa mesa! Cada jogador é representado por um "quadradinho" em que aparecem vários números, números esses que são as estatísticas da forma de jogar de determinado vilão, sendo que a base de dados que ele vai representar traduz o total de mãos que já jogamos com esse oponente.

As estatísticas disponibilizadas pelo HUD não são apenas números isolados. Em muitos casos, podemos e devemos combiná-las para tirar conclusões mais profundas sobre como determinado oponente joga e quais são as suas tendências. Devemos olhar para os diferentes números, entender como eles se encaixam, e tentar construir uma imagem de como o nosso oponente joga, e de quais estratégias provavelmente funcionarão contra ele.

Será sobre as estatísticas que falarei no próximo post. Usar este software e saber interpretar as "stats" do HUD é uma forma +EV de aprimorarmos o nosso jogo nos torneios Double Or Nothing, assim como em todas as outras vertente do poker.

quinta-feira, 15 de Julho de 2010

Post #30, A Sorte e o Azar no Poker

Navegando pela net descobri um texto muito bom sobre um tema controverso para os seres-humanos. A sorte e o azar. Como se consegue ter sorte? O que é a sorte e o azar?

Na verdade estas minhas pesquisas devem-se ao facto de nos últimos 3 dias estar a atravessar uma "bad run". Não é que seja nada de especial em termos de dinheiro, mas pela primeira vez desde que me iniciei a estudar e a jogar poker, nunca antes se tinha proporcionado uma série de acontecimentos tão azarados. Acreditem ou não, nestes últimos 3 dias perdi praticamente todas as mãos a meu favor, tais como 60%-30%, 75/25, 80/20, 92/8, e de forma contínua e consistente. Fiz questão de analisar muito bem todas estas mãos no Hold'em Manager e no SitNGo Wizard e, efectivamente, a forma como abordei as mãos foi correta ou, em alguns casos mais extremos, foi razoável/aceitável. Mas mesmo assim perdi!

Após 2 dias de acontecimentos absurdos, eis que hoje me senti na disposição de grindar e voltar a jogar o poker que sei. E o que aconteceu? Uma enormidade de mãos que era claramente favorito, pois sempre tive o cuidado de ser selectivo na abordagem das minhas jogadas e jogadores, mas a dita "bad run" ou "downswing" lá continua. Ainda há 20 minutos atrás saí do meu último torneio de hoje perdendo com um AK para um A2 com a board a vir assim: ATK22. :-)

Vejo-me como um jogador de DoN que se dedica e estuda o jogo. Não há dia algum que não leia ou assista a um vídeo, que faça vídeo-conferências com outros jogadores para abordarmos o jogo, que deixe de analisar o meu jogo através do HEM e do SnGWiz, etc. Portanto, embora a minha carreira nos DoN ainda seja "recente", o certo é que posso pensar para mim mesmo que já percebo alguma coisa disto, mas jamais serei capaz de cair no erro de parar de estudar ou achar que já sei tudo!

O pensamento que muitas vezes enfrento quando estou a jogar DoN's é que, os únicos torneios que fico fora do ITM é devido a apanhar bad beats. Se não fossem as bad beats, estaria muito acima do que estou hoje. Mas claro, não sou só eu que me posso queixar, pois isto é comum a todos os jogadores e um bom jogador tem que se mentalizar que estes factores fazem parte do poker e a única solução é mesmo aceitá-los por muito que custe a engolir.

Já cheguei também a pensar que se o Poker Texas Hold'em fosse um jogo somente de Pré-flop, então os meus resultados disparariam.


Deixo-vos aqui um dos vários artigos interessantes que li sobre este tema místico da "sorte e azar". Este artigo é da autoria do site shvoong:


Você acredita em sorte ou azar?
Resumo escrito:diksu

A repetição de fatos positivos ou negativos em certas fases de nossa vida pode sugerir que existe um processo interferindo em nosso destino.

A toda hora dizemos: “fulano tem muita sorte; tudo o que ele faz dá certo”; “sicrano é pé-frio, só tem azar”. Afinal, o que será isso que chamamos levianamente de sorte e de azar, sem tentar entender? Será uma coisa ligada ao “destino” de cada pessoa, à vontade de Deus? Será mera coincidência? Será que existem processos psicológicos que ainda não entendemos muito bem e que predispõem algumas pessoas a ter sucesso nas suas empreitadas?

Não podemos continuar a pensar nesses processos como sendo simples coincidências. Pessoa com sorte no jogo ganham com uma freqüência muito acima do que se poderia esperar pela lei das probabilidades. Chamar apenas de coincidência as repetições de acontecimentos positivos ou negativos na história de vida das pessoas é negar a evidência de que algum outro fator está interferindo na evolução dos fatos. Aliás, essa concepção de que existem “coincidências significativas” e não apenas casualidades, foi uma das mais importantes contribuições de Jung à psicologia. A repetição de fatos positivos ou negativos que nos acontecem em série em certas fases da vida sugere a existência de algum processo interferindo em nosso destino. O pensamento científico não pode, pelo menos por enquanto, ir muito longe no sentido de estudar a influência de fatores sobre-humanos em nossas vidas. Porém, não creio que seja prudente descartá-los, pois também não temos dados para isso. A astrologia, a numerologia, o espiritismo e vários outros tipos de esoterismo tentam estabelecer regras a respeito das influências sobrenaturais às quais estariam submetidos. São coisas interessantíssimas e temos de continuar aguardando uma maior acumulação de informações para poder elaborar um julgamento a respeito delas, sem preconceito.

Alguns mecanismos psicológicos podem influir sobre o que chamamos de sorte ou de azar. É bastante provável que existam criaturas mais positivas do que outras. Nossa mente, quando funciona de forma mais otimista e com mais coragem de ter sucesso naquilo a que nos propomos, pode interferir muito nos resultados. Acredito que os fenômenos que chamamos de paranormais existam em todos nós, sendo mais eficientes em algumas pessoas do que em outras. O vendedor que estiver determinado a vender terá melhores resultados. O jogador de futebol com mais coragem para o sucesso disporá de muito mais chances. Ou seja, é bem provável que nossas mentes disponham de mais poderes do que aqueles que conhecemos e utilizamos. Algumas pessoas conseguem se utilizar, ainda que de forma intuitiva, desses outros poderes, obtendo resultados muito melhores. Essas são as pessoas de sorte. Os mesmos poderes poderão provocar, quando ativados negativamente, fracassos sucessivos, e as pessoas que padecem dessa tendência são as azaradas.

Ainda não sabemos como funcionam os processos parapsicológicos e por que algumas pessoas dispõem de certos “dons” – premonições, vidências etc. - e outras não. Mas não podemos continuar a negar a existência desses fenômenos e muito menos deixar de pesquisá-los, pois eles abrem perspectivas incríveis para uma melhor utilização de nosso potencial psíquico. Esses processos não são autônomos e dependem também de como funcionam nossos processos psicológicos mais conhecidos. Por exemplo, para que uma pessoa possa ter sorte é necessário que ela se permita coisas boas. Todos nós temos um determinado tipo de contabilidade interna, na qual uma certa quantidade de esforços dá direito a recompensas. Algumas pessoas se vêem com direito a uma boa quantidade de recompensas, mesmo sem se acharem com o dever de fazer grandes sacrifícios. Essas, é claro, são mais predispostas a ter sorte do que aquelas, muito rígidas do ponto de vista moral, que se sentem melhor quando obtém pouca recompensa com muito sacrifício. A moralidade na qual fomos criados,que dá grandeza e dignidade ao esforço, à renúncia e ao sacrifício, acaba nos levando para o caminho do azar, porque nos impede grandes benefícios sem grandes privações. A sorte é, ao contrário, um amontoado de ganhos que resulta de pouco - ou nenhum - esforço. São poucas as pessoas de caráter que se permitem isso. E, quando abrem as portas da sorte, em um determinado setor da vida, costumam fechá-las em algum outro igualmente importante. Isso explicaria, por exemplo, a concepção de que aqueles que têm sorte no jogo terão azar no amor.

segunda-feira, 12 de Julho de 2010

Post #29, Introdução ao Hold'em Manager

Praticamente todos os jogadores de poker conhecem, utilizam ou já ouviram falar do tão famoso software de poker Holdem Manager. Para aqueles que ainda não sabem o que é este software, passo a uma breve explicação:


Hold'em Manager

É um software de armazenamento e análise de estatísticas de jogadores de Poker Online e é também o software mais utlizado do mundo pela comunidade do poker! Ele oferece-nos uma grande variedade de estatísticas muito úteis sobre uma quantidade de mãos gravadas na memória do nosso computador e é um software bastante semelhante ao Poker Tracker.

O programa possui uma interface graficamente simples e não tem os aspectos característicos do windows vista. Todas as seções são muito bem divididas e embora não seja muito amigável no início, é muito fácil encontrar o que pretendemos depois de nos habituarmos a ele.

O Hud do HM é sua principal vantagem em relação aos concorrentes. Simples de se configurar, leve e flexível. Novamente, só peca na parte gráfica, pois apresenta uma interface inferior ao do PT3, porém com muito mais funcionalidades, como os notes facilmente adicionáveis e as popups que se relacionam com as stats.


Pessoalmente já tive oportunidade de utilizar o PokerTracker3 e o Holdem Manager e recomendo o HEM. Embora sejam muito semelhantes, com o PT3 tive alguns problemas, tais como a importação de resultados dos torneios, ter que importar manualmente torneio por torneio e o software não incorporar os dados correctamente, etc. Com o Holdem Manager, na minha opinião, tudo é mais simples e, muito honestamente, este programa é poderoso, indispensável e imperdível para qualquer jogador de poker que aspire a algo mais do que o simples jogo recreativo.

Com este potente programa, tudo será mais simples na nossa "carreira" de jogador de poker online. Podemos fazer reviews das nossas sessões, podemos estudar a forma dos regulares jogarem, podemos saber detalhadamente qual o nosso ROI% nos diferentes stakes, etc. Tudo é possível com este software!

Muitos que entram em contacto pela primeira vez com este software tem dificuldades na sua instalação. Mas já não precisam de ter pois deixo-vos aqui uns links/vídeos simples, curtos e muito intuitivos criados pela universidadedopoker:




domingo, 11 de Julho de 2010

Post #28, Vídeo #7 - Vídeo DoN de 25 Mesas 1$ por Salamandrax

O vídeo #7 disponível no DonPlanet é da autoria do jogador brasileiro Salamandrax. Podem visualizar o vídeo abaixo, onde este jogador aborda os DoN, jogando em 25 mesas em simultâneo, com buy-in de 1$.

No vídeo, o autor faz comentários das suas jogadas e fala sobre a forma como pensa o jogo.



Para comentarem o vídeo, sugerirem algo ou simplesmente darem a vossa visão sobre alguns dos spots aqui criados, podem fazê-lo através deste link, ou através dos comentários do blog.

sexta-feira, 9 de Julho de 2010

Post #27, Vídeo #6 - 9 mesas DoN por rafaelchapa

O vídeo #6 disponível no DonPlanet sobre os torneios Double Or Nothing é da autoria do rafaelchapa. Este jogador é um regular dos DoN's de $10 e é atualmente um dos leaderbords na modalidade, conforme podem comprovar no sharkscope. Joga com o nick “rafaelchapa” exclusivamente na sala Poker Stars.

Olhando para as estatísticas dele no sharkscope, podemos confirmar que se trata de um jogador ganhador com muito entendimento nesta modalidade:



O vídeo que ele criou, o seu primeiro, aborda a sua estratégia nos DoN. Neste vídeo ele joga 9 mesas na PokerStars com BI de 1,10$. Para terem acesso e conseguirem visualizar o vídeo, é necessário fazerem download do mesmo (está dividido em 3 partes). Os links para download estão disponíveis:



quinta-feira, 8 de Julho de 2010

Post #26, Seguir o DonPlanet através do Google e Blogroll

Uma forma simples de seguirem este blog é através da rede social Google. Para o fazerem, basta clicarem em "Seguir" no gadget do Google que se encontra no lado direito deste blog. Este sistema funciona exatamente da mesma forma que o Twitter ou RSS.

Subscrevendo este blog passarão a:

1. O DonPlanet aparecerá na vossa “Lista de Leitura”, disponível no painel inicial ao logar no http://www.blogger.com/.

2. O feed RSS do blog que seguem será automaticamente adicionado ao vosso Google Reader.

3. Passarão a fazer parte do Google Friend Connect deste blog.


Se vocês tiverem um blog relacionado com o mundo do poker, então podem ter o vosso link no blogroll do DonPlanet. Para isso, basta solicitarem a inclusão do vosso blog no DonPlanet através do formulário de contacto ou deixando um comentário com o vosso link e colocarem o endereço do DonPlanet (http://donplanet.blogspot.com/) na vossa lista de blogs do vosso blog. Easy!

segunda-feira, 5 de Julho de 2010

Post #25, Como jogar AK num DoN?

Vou deixar a minha opinião sobre como jogar a mão AK nos DoN, popularmente conhecida como "Big Slick". É bom lembrar que este tema nem sempre é consensual e varia muito de jogador para jogador e, claro está, das circunstâncias do momento, como as stacks, blinds, leitura dos oponentes, situação do torneio, etc.

Se estamos a holdar AK e a jogada chega a nós com 1+ limpers, o ideal é o raise standard (3 a 4x) + 1x por cada limper. É muito importante fazer este tipo de raise, de forma a "cortar" com eventuais pot odds. Vamos supôr que estamos com AK em MP3 e chegada a nossa vez de agir, o pote já se encontra com 3 limpers. Ao fazermos somente um raise 4x, vamos dar aos outros as odds necessárias para darem call ao nosso raise. Se raisarmos 4x + 1x p/ limper, a coisa muda de assunto e no long run irá ser muito mais benéfico.

Se alguém for connosco para o flop, então, caso tenhamos sido os agressores PF, a cbet irá ser, na maioria das vezes, o move standard e que nos irá garantir uma boa % de potes logo ali. Não acertando no flop é agir com muito cuidado aliando sempre as stats/reads dos oponentes à textura da board, etc. Não é qualquer board que nos irá permitir fazer uma cbet e não é qualquer vilão que aceitará foldar fácil.

Ainda sobre a cbet, se estivermos no flop contra um único oponente, melhor ainda, pois + probabilidades iremos ter de ganhar o pot com a nossa cbet. Caso consigamos um TPTK e estejamos jogando com um LAG (i.e.), uma estratégia ótima de se adotar seria o "The Rope-a-Dope" (Estratégia descrita no Harrington on Holdem, Vol I). Holdando um AK e o flop trazendo 7K2, o vilão LAG lança-nos uma bet e nós, ao invés de fazer um re-raise de 3x o valor apostado, iremos somente dar call. Na 4th street, caso a board o permita, podemos continuar a fazê-lo, para depois, na 5th street dispararmos nós uma half-size pot (ou 2/3) e aguardarmos que o LAG, eventualmente, nos venha a pagar. Li pela primeira vez esta técnica no "Harrington on Hold'em - Vol.I" e, aplicando-a contra o vilão certo no momento certo, é enormemente rentável, pois na maioria das vezes, um vilão LAG vai estar holdando Ax, Kx, entre muito outro lixo possível...

Independentemente dos blinds, AK é e será sempre uma mão de expetativa positiva, vulgo +EV. Quando as blinds estão altas, jogar com AK contra um NIT, o ideal, imo, será jogá-la com um raise +- 3x e, caso haja tentativa de re-steal, apoiarmo-nos nas stats/reads dele para dar o push ou o fold. Isto porque um regular NIT irá sempre foldar a sua mão, independentemente de darmos push ou raise 3x. Agora, caso optemos por um mini-raise ou call, vamos, quase de certeza, levar com resposta e este tipo de jogada já não é viável.

Se estivermos com 6bb ou menos, então será sempre push or fold, ao invés das tradicionais 10 - 12 BB num SnG normal. No DoN dá para "esticar mais a corda" quando se trata de entrarmos na fase Push or Fold.

Por último, se estivermos na bolha com uma stack cómoda e estivermos holdando AK em posição inicial, faltando falar algum loose ou maniac, o ideal e +EV é o fold. Aqui o mais correto é mesmo foldar qualquer tipo de mão, seja ela KK ou AA. Estudando o ICM para os DoN, nestes casos especificos não há mão nenhuma que seja viável para agirmos. Fold e ponto.

Fica a minha visão sobre este tema do AK. Concordam? Tem uma visão diferente?
Deixem a vossa opinião/sugestão nos comentários.

sábado, 3 de Julho de 2010

Post #24, Proteger a mão nos DoN

Proteger uma mão no poker significa basicamente que devemos fazer com que a próxima carta comunitária seja cara de ver para o vilão. Ou seja, se o nosso oponente quer ver a próxima carta, então vai ter que pagar bem, não sendo lucrativo no long run para ele estar a pagar sem odds.

Dando o exemplo sobre como proteger uma mão, vamos imaginar que você está holdando uma mão feita e forte como KK. O flop vira e a board trás duas cartas do mesmo naipe com a possibilidade de flush draw ou uma possibilidade de str8. Aqui devemos apostar por proteção e nunca fazer uma mini-bet ou check/call, pois estaríamos a dar boas perspetivas ao nosso oponente.

A size-bet ideal para aplicar a proteção de mão deverá ser algo em torno de 2/3 a 3/4 do pot, na minha opinião, pois se neste tipo de situações, em que somos favoritos, decidirmos não apostar, tentar fazer trap ou somente fazer uma pequena aposta (probe bets, etc), estaremos a dar a oportunidade aos nossos oponentes de melhorarem a sua mão com as odds necessárias.

Num Double Or Nothing, dar uma free card ao nosso oponente é um enorme erro. Aliás, por norma, em qualquer variante/modalidade do poker, dar uma freecard é sempre um erro. Exceção a esta regra será quando temos o nuts e temos a certeza, ou quase, de que o trap é de facto a melhor solução para extrair todas as fichas do nosso oponente.

Portanto, se estivermos holdando um KK num pote com 400t e estivermos a jogar contra 1 oponente sem posição e o flop trouxer 9TQ, ao invés de tentarmos o trap com um check/raise, o ideal será mesmo betar cerca de 2/3 do pot que, neste caso, seriam umas 270t. Não vale a pena, sobretudo num DoN, estarmos a dar check aqui esperando uma probe bet do nosso oponente e ele, ao invés da bet faz um check behind e o turn vira um A. E agora?!

Imaginemos agora que, partindo do exemplo que dei em cima, holdando o mesmo par de K's e toda a situação idêntica à exceção do flop que trás K73 rainbow. Neste caso estamos com uma mão fortíssima no flop, ou seja, temos um set de K's. O que fazer aqui? Devemos betar 2/3 a 3/4 do pote para proteger a nossa mão? Não!
Nesta situação o ideal será já apostar por valor e não por protecção!

Lembrem-se sempre que os Double or Nothing são torneios de sobrevivência. No 1º exemplo com a nossa aposta por protecção, se o vilão pagar, tudo bem, continuaremos a jogar a mão de acordo com as nossas leituras e com o que a board trouxer, mas se ganharmos o pot imediatamente ali também é muito bom! Todas as fichas são benvindas e devemos ter sempre em mente a sobrevivência!

Resumindo, apostar por proteção é muito simples. Se a board tem possíveis draws ou a nossa mão poderá ser facilmente vencida, devemos fazer com que a próxima carta seja cara para ser vista, e como? apostando entre 2/3 a 3/4 do pot!


Deixem a vossa opinião sobre este assunto nos comentários.
Abração!

quinta-feira, 1 de Julho de 2010

Post #23, Podcast com Vini Marques falando sobre DoN's

Pokercast, o primeiro Podcast de Poker no Brasil, realizou recentemente uma entrevista com o jogador de poker brasileiro Vini Marques. Podem saber mais sobre este jogador aqui.

Na entrevista, muito boa e que vale a pena ouvir, irão ter oportunidade de ouvir o Vini Marques falar sobre a nossa modalidade, os torneios Double or Nothing, No Limit Texas Hold'em.

Vini Marques já figurou entre os melhores do mundo em DoN, pelo que, todos os conselhos que ele possa dar, serão concerteza úteis para os praticantes desta modalidade.

Para ouvirem o Podcast, cliquem no link abaixo: